O mercado freqüentemente equaciona um risco maior às empresas familiares por questões aparentes, quando de fato estes questionamentos analisados em profundidade demonstram o inverso.
Entre os riscos que o mercado levanta, e devem ser melhor compreendidos estão:
Capacidade profissional:
Sobrenome é sinônimo de comprometimento com o futuro do patrimônio, visão de longo prazo e melhor acesso a treinamentos técnicos.
Falta de transparência:
A decisão de elevar empresas a níveis de investimento só pode ser resultado das boas práticas de governança corporativa aliadas a excelentes práticas de governança familiar.
Falta de Capital:
O amadurecimento do mercado de capitais, a crescente criação de Escritórios de Família com seus respectivos fundos de liquidez - para participações de aquisições internas, são a resposta exata de cada vez mais as famílias se comprometem com uma estrutura de capital, visando a longevidade.
E por último, mas não menos importante é a proliferação dos institutos culturais, filantrópicos e de sustentabilidade que são financiados e dirigidos por membros da família de diversas gerações, que se unem para dar a sociedade uma resposta de que seu envolvimento não se resume a empresa.
Assim posto, na empresa familiar, quando a família é profissional, a empresa tem menor risco, está menos sujeita a escândalos corporativos e, acima de tudo, está propicia a um investimento pessoal e de mercado a longo prazo.
É chegado o momento de não mais falar dos riscos da empresa familiar, e sim dos seus pontos fortes. |