A sustentação de uma empresa familiar é baseada em princípios essenciais que complementam os ativos financeiros e operacionais da família.
O processo de transmissão de ativos familiares deve ser baseado em valores, com a visão clara de que são os grandes objetivos que devem ser alcançados. A sustentabilidade da família é conseqüência destes princípios que, entre os valores que compõem o rol da família, estão a sua integração na sociedade. Neste sentido, ser uma empresa socialmente responsável deve constituir parte da ética da família.
Para determinar os princípios éticos deve-se buscar na empresa familiar as suas origens, a sua história, a sua própria razão de ser. Não se pode definir o caminho futuro sem compreender o passado. O grande legado que os empreendedores deixam à sua família é a visão de que o trabalho e esforço irão perpetuar-se no processo de assegurar que os seus herdeiros e sucessores compreendam a essência de seu ser. Processos de boa governança são essenciais nesta transição, mas é além das regras que está a sustentação.
Algumas práticas:
• Reuniões de família dedicadas à sua história;
• Fazer um testamento escrito de seus princípios;
• Relatar a história não como uma ação de marketing, e sim como
uma carta de princípios;
• Assegurar que as gerações futuras estejam treinadas societariamente
e não somente tecnicamente.
Indiscutivelmente, neste processo, a família enfrenta o seu passado, com o sucesso e com o fracasso. O sucesso merece ser repetido, mas são nos fracassos que as lições para o futuro são aprendidas, por isso, compartilhar com as gerações futuras todas as realizações pessoais é um grande legado.
Sustentação e perpetuação são sinônimos na empresa familiar, quando se busca um futuro comprometido com o passado.
René Werner |
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